[história sobre o halloween: das origens celtas à festa moderna]-história sobre o halloween: origens, lendas e como a festa mudou o mundo
Se você já se perguntou qual é a verdadeira história sobre o halloween, prepare-se: ela é muito mais antiga e fascinante do que abóboras e fantasias. Neste artigo, vou te contar como um festival celta de fim de verão virou uma das celebrações mais populares do planeta — e por que ainda hoje acendemos velas e nos vestimos de monstros. Quando a gente pensa em halloween, logo vêm à mente crianças batendo de porta em porta, filmes de terror e doces sem fim. Mas a história sobre o halloween começa há mais de 2.000 anos, numa região que hoje é a Irlanda, com um povo chamado celta. Eles celebravam o Samhain (pronuncia-se “sou-en”), um festival que marcava o fim da colheita e o início do ano novo celta, que acontecia em 1º de novembro. A noite anterior, 31 de outubro, era considerada um momento em que a barreira entre o mundo dos vivos e o dos mortos ficava fina. Espíritos poderiam atravessar, e os vivos se protegiam com fogueiras e fantasias para se disfarçar de criaturas malignas. Essa é a essência da história sobre o halloween original. Com a expansão do Império Romano, os celtas entraram em contato com outras tradições. Os romanos já tinham suas próprias festas de outono, como a Festival da Colheita em homenagem à deusa Pomona, cujo símbolo era a maçã — sim, isso explica o costume de “bob apples” (morder maçãs em uma bacia d’água) mais tarde. Porém, foi o cristianismo que consolidou a mistura. No século VIII, o papa Gregório III designou 1º de novembro como o Dia de Todos os Santos, chamado em inglês de All Hallows’ Day. A noite anterior passou a ser All Hallows’ Eve, que com o tempo virou “Halloween”. Assim, a igreja absorveu o Samhain celta, mantendo elementos pagãos mas dando um novo significado. Se você busca uma história sobre o halloween que explique a relação com o Dia dos Mortos mexicano, é aqui que as águas se cruzam: ambas nascem de tradições que honram os mortos, mas seguem caminhos culturais próprios. Um dos capítulos mais importantes da história sobre o halloween aconteceu no século XIX, quando milhões de irlandeses imigraram para os Estados Unidos fugindo da Grande Fome (1845-1852). Eles levaram o Samhain e o All Hallows’ Eve com eles. Aos poucos, a festa deixou de ser um ritual rural e virou uma celebração comunitária. O famoso trick or treat (doces ou travessuras) tem raízes em práticas medievais, mas ganhou a forma atual nos EUA no início do século XX. Na década de 1930, jornais americanos já descreviam crianças fazendo travessuras se não ganhassem guloseimas. A ideia era simples: oferecer algo doce para manter os espíritos (ou os vizinhos) satisfeitos. Isso consolidou a festa como uma celebração voltada às crianças, algo muito diferente da festa celta original. A abóbora esculpida, que é hoje um dos maiores símbolos, também tem uma história sobre o halloween que mistura lenda e praticidade. Originalmente, os celtas usavam nabos para fazer lanternas. A lComo o Samhain virou halloween: a influência romana e cristã
A chegada aos Estados Unidos e a reinvenção da festa
O primeiro “doces ou travessuras”
As abóboras encantadas: a lenda de Jack
